Maison Belle Époque de Perrier-Jouët abriga coleção de Art Nouveau na França
Reunindo a maior coleção privada de art nouveau da Europa, está localizada na cidade de Épernay, o coração da região de Champagne, na França, a Maison Belle Époque de Perrier-Jouët, construída no fim do século 18 e adquirida em 1850 por Eugène Gallice.

Foto: Divulgação/Perrier-Jouët
Esta residência possui mais de 300 obras, entre quadros, esculturas e móveis, assinadas pelos maiores nomes do movimento, como Émile Gallé, Louis Majorelle e Hector Guimard. Apesar da grandiosidade do acervo, a propriedade preserva a atmosfera de uma residência familiar, sem qualquer clima de museu. Restaurada em 2017, recebe convidados da marca para experiências, que incluem passar a noite em um dos sete quartos da casa e vivê-la realmente como um hóspede. É possível, inclusive, dormir em uma das peças mais importantes da coleção: uma cama de madeira de pereira esculpida por Hector Guimard, o mestre art nouveau, que foi responsável por desenhar as entradas das primeiras estações de metrô de Paris, inauguradas entre 1900 e 1913.

Foto: Divulgação/Perrier-Jouët
Sob a Maison Belle Époque se estendem dez quilômetros de caves subterrâneas, distribuídas em dois níveis, onde os champanhes descansam e envelhecem. Graças ao solo calcário da região, a temperatura se mantém naturalmente entre 10°C e 12°C, independentemente do clima externo, e a umidade a 90% – condições ideais para envelhecer as garrafas de champanhe. Foram apenas oito chefs de cave a conduzirem a Perrier-Jouët desde que a casa foi fundada, um número excepcionalmente pequeno quando se considera o período de mais de dois séculos, reforçando o caráter artesanal da marca e prezando pelo vínculo direto de cada um com a história da maison.

Foto: Divulgação/Perrier-Jouët
As caves sob a Maison Belle Époque não abrigam apenas a produção atual, mas um arquivo de cuvées históricas e safras raras. Entre elas, estão por exemplo 6.000 magnums de Belle Époque 1999 – ano especial para a maison por conta de um eclipse (o evento lunar influencia o solo e, consequentemente, a uva) e pelo marco de se tratar do último ano do milênio, fazendo delas importante patrimônio para futuras gerações.




