Rolls-Royce investe em trabalho artesanal para celebrar centenário do Phantom - Blog Ana Cláudia Thorpe
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Rolls-Royce investe em trabalho artesanal para celebrar centenário do Phantom

Após um processo de desenvolvimento que levou três anos e consumiu cerca de 40 mil horas de trabalho artesanal, a Rolls-Royce celebra o centenário do modelo Phantom com uma série limitada de 25 exemplares, destacando o automóvel símbolo de poder, status e arte sobre rodas. 

Foto: Divulgação/Rolls-Royce

Nomeado como Phantom Centenary Private Collection, este lançamento teve seu exterior desenhado para remeter à era de ouro de Hollywood, com pintura em branco ártico e preto profundo, ambos realçados por partículas de vidro triturado misturadas à camada transparente. O efeito é o brilho metálico iridescente que muda conforme a luz, um detalhe minucioso pensado para destacar as linhas imponentes do sedã. Mas é o Spirit of Ecstasy, a clássica escultura sobre o capô, que rouba a cena. Esculpida em ouro maciço de 18 quilates e banhada a ouro 24 quilates, ela repousa sobre uma base de esmalte branco artesanal com o emblema “Phantom Centenary”. O mesmo padrão dourado se repete em quatro emblemas Rolls-Royce e nas rodas exclusivas, gravadas com 25 linhas.

Foto: Divulgação/Rolls-Royce

Seu interior foi transformado em uma instalação artística em três camadas, que conta a trajetória do Phantom ao longo de um século. A base, impressa em alta resolução, retrata lugares emblemáticos da Rolls-Royce, como a antiga sede na Conduit Street, em Londres. Sobre ela, uma segunda camada destaca modelos históricos do Phantom, desenhados com precisão quase fotográfica. Por fim, uma terceira camada de bordados representa sete proprietários marcantes da linhagem. Esse trabalho, inteiramente feito à mão, exigiu mais de um ano de dedicação e mais de 160 mil pontos de costura.

Foto: Divulgação/Rolls-Royce

Já os bancos traseiros são revestidos em tecido, uma homenagem aos primeiros Phantoms, quando o couro era reservado apenas aos motoristas. Os assentos dianteiros recebem gravações a laser, inspiradas em esboços históricos e no codinome “Seagull”, usado para o Phantom I de 1923. Pequenos detalhes também guardam curiosidades, como um desenho de coelho – referência ao código “Roger Rabbit”, utilizado no renascimento da Rolls-Royce em 2003. A cabine ainda exibe a chamada Galeria Anthology, composta por aletas de alumínio impressas em 3D e letras legíveis dos dois lados. Os painéis das portas combinam gravação a laser, pintura tridimensional, marchetaria e folheação em ouro 24 quilates, criando o efeito de uma estrada dourada que se estende por todo o interior.