Musée de la Vie Romantique reabre as portas em endereço histórico de Paris - Blog Ana Cláudia Thorpe
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Musée de la Vie Romantique reabre as portas em endereço histórico de Paris

Após passar por 17 meses de obras que buscavam devolver ao espaço a atmosfera de uma verdadeira casa de artista do período romântico, aliando conforto e acessibilidade, o Musée de la Vie Romantique (Museu da Vida Romântica), em Paris, irá reabrir no Dia dos Namorados da Europa. 

Foto: Divulgação/Musée de la Vie Romantique

Instalado em um discreto pavilhão do século 19, antes de se tornar museu, o edifício foi a residência do pintor Ary Scheffer, um dos nomes do Romantismo Francês. Construída em 1830, a casa sobreviveu às grandes reformas urbanas conduzidas por Haussmann e preserva uma configuração hoje rara em Paris, com fachada em estilo italiano, jardins arborizados e ateliês iluminados por tetos de vidro. Foi ali que, durante décadas, artistas, escritores, músicos e pensadores se reuniram para trocar ideias, tocar música, discutir política e criar. Entre os frequentadores estavam nomes como George Sand, Frédéric Chopin, Eugène Delacroix, Franz Liszt e até Charles Dickens.

Foto: Divulgação/Musée de la Vie Romantique

A partir de 1987, sob a orientação da curadora Anne-Marie de Brem, o espaço se tornou museu. O estúdio passou a receber exposições temporárias, os objetos pessoais de George Sand foram apresentados em ambientes que evocavam uma casa habitada e o nome Museu da Vida Romântica foi adotado. Logo depois, no ano seguinte, o local ganhou um pequeno salão de chá. Seu jardim ganhou caminhos adaptados, o pátio foi nivelado e ferramentas de mediação sensorial e digital passaram a integrar a visita com recursos pensados para pessoas com deficiência visual, auditiva ou mobilidade reduzida. No coração do pátio, uma nova área de recepção reúne bilheteria, guarda-volumes e loja, tornando a visita confortável.

Foto: Divulgação/Musée de la Vie Romantique

A fachada recuperou sua tonalidade original, com respeito aos materiais e às técnicas do período, incluindo a substituição do verde das janelas pela cor marrom, historicamente usada no edifício. No interior, a cenografia foi revista para reforçar a sensação de estar em uma casa burguesa do Romantismo, com tecidos nas paredes, paletas de cores específicas para cada ambiente, pisos restaurados e trilhas sonoras que combinam música e leituras, recriando o clima íntimo e artístico da época.