Cristais de Gramado mistura museu e fábrica com vivência única no Sul do Brasil
Referência na produção de cristal artístico do Brasil ao reproduzir a técnica da Ilha de Murano, em Veneza, conheça hoje a Cristais de Gramado, fundada em 2002 e funcionando como uma mistura de museu ao vivo e fábrica, onde o visitante acompanha todas as etapas do processo do material incandescente ao acabamento final e entende porque cada peça carrega tanto valor.

Foto: Divulgação/Cristais de Gramado
Ideal para toda a família, a maneira mais comum de conhecer o espaço é pelo Tour Imersivo, uma visita guiada que percorre as criações, explica a técnica e revela as histórias por trás de cada peça. O primeiro espaço é o Cores e Curiosidades, onde a história do cristal Murano é apresentada de forma didática, onde o guia conduz a explicação enquanto mostra os componentes, as ferramentas e algumas peças produzidas na fábrica, incluindo o Kikito de cristal, troféu do Festival de Cinema de Gramado. No meio da sala, um lustre imponente ajuda a contar a origem da Cristais de Gramado, já que foi a partir daquela peça, comprada pelos fundadores Telmo de Freitas Gomes e Irane Land durante uma viagem à Europa, que surgiu a ideia de criar o espaço na Serra Gaúcha.

Foto: Divulgação/Cristais de Gramado
Em seguida, a visita avança para a obra “O Inquestionável”, instalada em uma sala própria, concebida por Telmo como um presente para Irane e funciona como um símbolo da dedicação da família em manter viva a arte do cristal. Fundadores da Cristais de Gramado, os dois seguem envolvidos na gestão e no conselho administrativo. A obra, por sua vez, foi construída a partir do trabalho conjunto dos mestres e artesãos da casa. Essa instalação reúne cerca de 1.200 peças e é considerada a obra em cristal Murano mais valiosa do Brasil, avaliada em cerca de R$ 1 milhão e, claro, não está à venda. Inspirada nas obras de Dale Chihuly, a instalação brinca com formas e cores, com um detalhe que só se revela no completo escuro: uma das peças brilha, reforçando o caráter surreal da obra.

Foto: Divulgação/Cristais de Gramado
Após isso, os visitantes conhecem a produção de um modo mais direto, onde em uma sala é possível acompanhar o processo. Por lá os artesãos giram a massa incandescente na ponta da cana de sopro, usam o ar para dar forma e recorrem a ferramentas para ajustar detalhes com precisão, e, enquanto o processo vai acontecendo, o guia vai explicando como as cores são incorporadas e o que está sendo feito.

Foto: Divulgação/Cristais de Gramado
Outra experiência indispensável é a de virar artesão por um dia, criando a própria peça com orientação dos mestres vidreiros. Também é possível circular pelo showroom para conhecer algumas peças à venda e admirar com o nível de acabamento das peças. Para finalizar a visita, a sala escurece e ganha uma iluminação em tons de azul e verde, criando um clima quase etéreo. Então, o músico entra em cena e começa a focar usando apenas taças de cristal com água e os próprios dedos. O repertório passeia por estilos e épocas, de Beethoven a Alceu Valença, passando até por Guns N’ Roses.




