Estaleiro Rossinavi revela novo conceito de catamarã de luxo - Blog Ana Cláudia Thorpe
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Estaleiro Rossinavi revela novo conceito de catamarã de luxo

Catamarã de 144 pés será carro-chefe da tecnologia verde de estaleiro italiano numa parceria do estaleiro italiano Rossinavi com o Zaha Hadid Architects, que proporcionou o nascimento do projeto do Oneiric. Este é um catamarã com casco de alumínio de 44 metros, um modelo foi projetado pelo Zaha Hadid Architects para a Rossinavi pela saúde dos oceanos. Com três níveis de painéis solares integrados para carregar uma bateria altamente eficiente, foi projetado para mostrar o compromisso da Rossinavi com a tecnologia verde, já que a capacidade do iate de aproveitar a energia renovável minimiza seu impacto no ambiente marinho. Inclusive, detém um modo elétrico do Oneiric, que é capaz de operações silenciosas, mas o barco se beneficia também da tecnologia Rossinavi Zero Noise, instalada a bordo de todas embarcações do estaleiro há vários anos.

Além dos painéis solares que permitem a navegação elétrica, há um centro de controle acionado por Inteligência Artificial para monitorar o consumo de energia e o status da bateria, além de observar o impacto ambiental para aconselhar sobre a navegação mais sustentável. O cruzeiro completamente elétrico, com emissão zero, é possível 100% do tempo em viagens curtas, de um dia. Em viagens mais longas, a Rossinavi estima que será preciso ligar o motor em 30% do tempo, economizando cerca de 40 toneladas de CO2 em comparação com uma embarcação convencional.

Obviamente, os painéis solares não podem fazer todo o trabalho, por isso a bateria pode ser recarregada com o barco atracado. Além disso, o barco pode ser usado como fonte de energia móvel: basta conectá-lo ao seu refúgio remoto numa ilha, por exemplo, e ele fornecerá energia suficiente para luz e calor. “Essa busca pela sustentabilidade ambiental é impulsionada pelo desejo de conservar o bem-estar dos ecossistemas oceânicos”, disse o estaleiro.

As inovações tecnológicas e a filosofia de sustentabilidade do Rossinavi são inspirados no fitoplâncton, uma pequena alga marinha que converte a luz solar em energia e fornece mais da metade da produção anual de oxigênio da Terra. “Esses bilhões de organismos microscópicos nos lembram que, trabalhando juntos, todos podemos contribuir para um ambiente mais saudável”. Zaha Hadid Architects teve liberdade para se entregar às formas fluidas e dinâmicas que caracterizam seu trabalho. O design do exterior e do interior do Oneiric foi influenciado pela fluidez e dinamismo das ondas do mar.

Seu visual é forte, sem chamar a atenção. Seu design considerou também os benefícios de eficiência permitidos pela distribuição de peso — de acordo com o estaleiro, a relação comprimento-largura proporciona melhor eficiência hidrodinâmica. As linhas sinuosas e as superfícies refletivas do exterior continuam por todo o interior. O uso da refletividade é outro elemento chave do design, com paredes curvas, superfícies e janelas que refletem o movimento constante das ondas. “Isso ajuda a ‘desfocar os limites’ entre o barco e o mar, com paredes e tetos que se afastam da horizontal para remover quaisquer barreiras visíveis entre os conveses e o oceano”, disse a arquiteta Zaha Hadid.

O interior da embarcação comporta 10 passageiros e 7 tripulantes, com a suíte do proprietário, que tem vista de 180 graus com uma composição de clarabóias que permitem a entrada de luz, e dá acesso ao grande convés, e 4 cabines de hóspedes. Há múltiplas áreas de estar e jantar internas e externas, e sala de mídia com tecnologias de entretenimento. Os espaços interiores da embarcação se interligam, uma característica bem diferenciada do design.

Como todos os catamarãs, os cascos duplos são moldados e posicionados para a melhor combinação de equilíbrio, estabilidade e eficiência hidrodinâmica, e o Oneiric aproveita ao máximo o espaço do convés. Há um amplo espaço de descanso nos decks e no interior, com lounge ao ar livre e área para refeições unidos pelo salão principal. Os móveis foram selecionados de acordo com suas características visuais e táteis, e dispostos para definir um ambiente imersivo que acentua a fluidez do projeto. Materiais leves — muitos reciclados e recicláveis — foram escolhidos pela eficiência energética.